Caravana Literária e os livros que eu amo

Nos preparativos para o embarque na Caravana Literária, começo a selecionar o que devo levar na bagagem. Afinal, se vou falar de escrita e de leitura, vou falar dos livros que moram no meu coração, dos livros que me constituíram – para o bem e para o mal – na pessoa que hoje sou.

Com um grande susto, me dei conta de que nunca antes me ocupei com essa lista.

Quais são os meus livros fundamentais? Qual é o meu top 10 como leitora? Por que critérios se faz essa escolha?

Fui, então, passear com outros olhos pelas minhas estantes. Título a título, fui retirando dos seus lugares os livros que iam piscando para mim, me lançando tentáculos amorosos. Os que me despertavam memórias de gostos, de perfumes, de emoções vivas com os seus enredos, de frases ou versos que me consolaram de grandes dores ou me instrumentalizaram para grandes conquistas.

Rapidamente percebi que não seria um top 10. E que meu critério só poderia ser sinestésico, escrava que sou das coisas dos sentidos. Acabou sendo um top 20. Muito livro que me significou muito acabou ficando de fora, claro. Alguns, com muito mais valor literário reconhecido do que certos volumes desta pilha.

livros favoritos

Mas critério é critério. Escolhi o meu. Uma arrepiada na nuca vale uma indicação para prêmio literário. A memória de uma noite de verão com cheiro de antúrio cristalino vale um chá na Academia Brasileira de Letras. Aliás, estudo aqui com os meus botões uma equivalência para a mera lembrança de que existe uma flor chamada antúrio cristalino.

Sou dessas.  

Fechando a mala, as reminiscências devidamente acondicionadas lado a lado com os projetos futuros, O Herói Provisório demarcando essa fronteira, embarco para Terra Rica e Paranavaí, revisitando meus vizinhos pé vermelhos.

Evoé!

Etel Frota

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